São três da manhã e eu, sem muito o que fazer, comecei a pensar em você. Em seu rosto, seus olhos, sua boca, suas costas, seus calos nos dedos de tanto tocar baixo. Em seu sorriso, em você gritando "ai!" pra assustar alguém. Pensei em como você é quando se sente feliz, quando se sente triste.
Eu, que sempre fui estúpida e grosseira, sinto-me em um livro de poesias. Apaixonando-me novamente a cada dia que passa. Apaixonar-me por cada detalhe diferente.
São três da manhã e estou me sentindo mais feliz do que me senti durante horas, apesar de estar sozinha em meu quarto. Lembranças de um -vários- beijos. Todos seguidos de um sorriso mostrando os dentes. Lembranças do toque, do olhar, do cheiro.
São três e quinze da manhã e cá estou eu pensando em como é possível me apaixonar todos os dias pela mesma pessoa.
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