Chip aumentou o som do carro.
“Que demora, filho. Aonde vamos?”
Ignorou. Havia esperado aquele momento por anos, não poderia estragar a surpresa.
Acelerou o carro. Apesar de ser outro, dessa vez bem mais chique e caro, ainda era verde. Queria manter a origem pobre, lembrar-se sempre de quem era e de como crescera na vida. Era Chip Martin, um rapaz pobre, mas que com muita luta, conseguiu virar alguém.
Pela janela, viam-se árvores. Dezenas, centenas delas. E como era outono, um tapete de folhas amareladas cobria o chão. No meio das árvores calvas e casas simpáticas, uma placa branca.
“Mountain Brook? Por que estamos em Mountain Brook, filho?”
Por fim Chip parou o carro. O estacionou em frente a um sobrado de madeira. Eram pintadas de verde claro, e talvez se camuflassem no meio de tantas árvores na primavera. Quem sabe.
“Cuidado com a cerca. Ainda está molhada. O pintor só terminaria semana que vem, e não tenho paciência para esperar tudo isso. A senhora me conhece.”
Casa verde, telhado marrom, cerca branca. Várias árvores e um canteiro de flores de diversas cores, diversos tipos. Exatamente do jeito que Dolores gostava.
Entrou, tomando cuidado para não se sujar com tinta molhada. Então virou-se para o filho. Chip estava com lágrimas nos olhos, um sorriso no canto da boca e uma chave na mão. Pegou a mão de sua mãe, e logo após colocar a chave em sua palma, fechou a mão da mãe e deu um beijo.
“Obrigado.”
Cara tô apaixonada pelo texto bu ):
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