domingo, 23 de dezembro de 2012

Desprezava o mundo, desprezava a vida. Sentia uma tristeza infinita, um eterno cansaço por procurar sua felicidade.
Chorava. Não aguentava mais sofrer. Motivo, não tinha. A única coisa que sabia era que doía. E muito. O suficiente para querer sumir, virar um outro alguém, explodir, morrer.
Estava degradada. Não sentia nada além de tristeza. Já havia parado de tentar sentir isso. De nada adiantaria.
Solidão. Era desesperador sentir o que ela sentia. Era desesperador ver o mundo assim; Tão ruim, tão cruel.
Angústia de ser quem era. Queria ser normal, aceitar as tragédias de um jeito mais fácil.
Dor. A eterna dor. Dor que comia seu íntimo. Dor que rastejava a procura de alegria para transformá-las em mais dor.
Desespero. Não aguentaria mais um segundo daquilo.
Então, mais nada. Então, o fim.

(Tema sugerido pela minha amiga Juliana)

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